Neste episódio do DataCast, Mateus Capoani conversa com Felipe Peres, sócio do provedor Velus Internet (antiga Sorocabana, em Sorocaba) e veterano com mais de 20 anos no setor. Felipe acompanhou a LPNET desde 1999 até a aquisição pela Desktop com 150 mil clientes, e hoje aplica a experiência no provedor próprio. O tema: como provedor pequeno escala sem quebrar.
O nome é o primeiro erro — e o mais caro
Todo dono de provedor pequeno é um amante do técnico. Ele pega o primeiro Insight, o nome da cidade, e segue. Quando cresce e quer expandir pra outra cidade, o nome trava tudo. Sorocabana funciona em Sorocaba — em Itu não.
Felipe Peres, Velus Internet
Felipe revelou no episódio o rebrand do provedor pra Velus Internet — nome curto, fácil de pronunciar, sem amarra geográfica. “Ficou com cara de provedor grande agora.” E logo após o rebrand, fechou aquisição de outro provedor em Votorantim. De 2.000 clientes pra ~3.500.
Os pontos de virada: 5.000, processo e CAC
Pra Felipe, o primeiro divisor de águas do provedor regional é cruzar 5.000 clientes — momento em que processo informal vira passivo. “O provedor precisa se profissionalizar bastante.” E o segundo gargalo é o custo de aquisição: não basta calcular quanto entra. Tem que calcular também quem fica.
Todo mundo só pensa que pode gastar R$ 50 por cliente adquirido. Mas e o cliente que já é seu há 10 meses, com fidelidade acabando? Por que não investir nele? Dobrar a velocidade pelo mesmo preço. A base é mais importante que a captação.
Felipe Peres, Velus Internet
Rede neutra: o contrato termina, e aí?
Felipe foi cético sobre rede neutra como estratégia de longo prazo. “Imagina um contrato de 10 anos, 50 mil clientes ali em cima. Quando esse contrato acaba, esses clientes podem ir pro dono da rede. Você ganhou 10 anos pagando aluguel da rede.” Posição controversa, mas vinda de quem viveu o ciclo completo desde a internet via rádio dos anos 2000.
O cara entra no site às 23h pra cancelar a concorrente
A maior dica de Felipe pra pequeno provedor: estar pronto pra venda sem operador. “Cliente bravo, fibra do concorrente rompida, ele entra no seu site meia-noite querendo contratar. Se cair no WhatsApp e responder no outro dia, perdeu a venda.” É exatamente o problema que a Esteira de Vendas da Datacake resolve.
