Neste webinar, Vanessa Salgado — advogada com carreira em escritórios da Faria Lima e especialista em compliance corporativo — explicou pra Mateus o que separa um provedor familiar de uma empresa pronta pra crescer ou ser adquirida: o programa de compliance.
Compliance não é “coisa de empresa grande”
Provedor que cresce rápido e atende milhares de assinantes já não é mais empresa pequena, mesmo que opere com mentalidade de pequena. Compliance não é luxo de multinacional — é o que dá segurança jurídica pro dono e atratividade pra investidor.
Vanessa Salgado
Vanessa destrinchou os pilares mínimos: código de conduta (regras claras pra colaborador, fornecedor, terceiros), canal de denúncias (anônimo, independente), treinamentos periódicos e governança documentada (alçadas, aprovações, fluxos de decisão).
O elo com LGPD
Compliance e LGPD se sobrepõem mas não são a mesma coisa. “LGPD é uma parte da governança de dados. Compliance é o guarda-chuva: ética, antifraude, proteção de dados, anticorrupção, prevenção à lavagem.” Pra Vanessa, provedor que já adequou LGPD tem meio caminho andado — mas ainda falta a parte estrutural.
Por que importa pra quem pensa em M&A
Quando o investidor chega pra fazer due diligence, ele olha código de conduta, contratos com terceiros, governança. Provedor sem isso vale menos no múltiplo — ou não fecha a negociação. O dono que estrutura compliance antes do M&A vende melhor.
Vanessa Salgado
O recado final foi pragmático: começar pelo essencial (código de conduta + canal de denúncia + treinamento básico) e amadurecer ao longo do tempo. “Não precisa virar Petrobras de uma vez. Precisa começar.”
A Datacake automatiza o operacional do provedor pra liberar o time pra o que realmente importa — incluindo a estruturação de processos como compliance.
